Vai dar certo

Grupo que aconselha OMS aprova uso da vacina de Oxford em idosos

Por Mais Ceará em 10/02/2021 às 21:17:40

“As respostas imunológicas induzidas pela vacina em pessoas idosas s√£o bem documentadas e semelhantes às de outras faixas et√°rias”, afirmou Joachim Hombach, secret√°rio-executivo do grupo.

O Sage também observou que os ensaios feitos até agora usaram intervalos entre as doses de no m√°ximo 7 semanas, enquanto novos estudos mostraram maior efic√°cia quando a segunda dose é aplicada 12 semanas após a primeira (prazo usado no Reino Unido e recomendado no programa de vacina√ß√£o brasileiro).

Segundo Hombach, a resposta imunológica por meio de outras estruturas de defesa, como as células T, também se mostrou suficiente para proteger os idosos.

A recomenda√ß√£o do Sage n√£o interfere diretamente na avalia√ß√£o da vacina pelo departamento regulatório da OMS, mas a expectativa é que ele inclua o produto de Oxford/AstraZeneca em sua lista de uso emergencial na próxima segunda (15). Essa autoriza√ß√£o é necess√°ria para que as vacinas comecem a ser distribuídas pela Covax, consórcio internacional que enviar√° imunizantes para mais de 100 países, incluindo o Brasil.

Por permitir a compra do imunizante por pre√ßo de custo, a Covax é a principal alternativa de vacina√ß√£o dos países mais pobres, e as vacinas da Oxford/AstraZeneca s√£o no momento a base do programa.

O Sage recomendou o uso do produto mesmo em países em que h√° forte circula√ß√£o de variantes menos suscetíveis à vacina, como a √Āfrica do Sul, onde foi detectada a B.1.351, ou o Brasil, onde circula a P.1. Estudos ainda preliminares mostraram que, para casos leves ou moderados de Covid-19, o imunizante de Oxford tem efeito sobre a variante B.1.351 muito menor que sobre o Sars-Cov-2 original -n√£o h√° ainda resultados do impacto no caso da P.1.

Por causa desses indícios, o governo sul-africano suspendeu temporariamente o uso da vacina de Oxford, até montar um ensaio clínico que possa avaliar rigorosamente o impacto em 100 mil pessoas. A ideia é esperar esses resultados antes de escalar a administra√ß√£o do imunizante.

De acordo com o Sage, porém, h√° muitos indicativos de que a vacina ofere√ßa prote√ß√£o suficiente contra doen√ßas mais graves e morte. O"Brien afirmou que, em imunizantes em geral, o esperado é que a efic√°cia seja mais baixa para os casos mais leves e cres√ßa conforme eles se tornam mais severos.

Embora apontem a necessidade de mais estudos e de ajustes nas vacinas, se necess√°rio, os especialistas da OMS afirmam que os produtos j√° disponíveis s√£o uma op√ß√£o para evitar mortes e casos graves de Covid-19.

Segundo O"Brien, os modelos matem√°ticos mostram que, ainda que uma vacina hipotética tivesse efic√°cia t√£o baixa quanto 10%, ainda seria recomend√°vel us√°-la para proteger popula√ß√Ķes vulner√°veis.

Fonte: Banda B

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