Pintando o SeteAzul

Aprovação de Bolsonaro bate recorde e chega a 39%, aponta pesquisa

Por Mais Ceará em 14/09/2020 às 20:34:20

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alcan√ßou o maior patamar de aprova√ß√£o j√° registrado desde o início do mandato, segundo a rodada de setembro da pesquisa XP/Ipespe. De acordo com o estudo, 39% avaliam o governo como ótimo ou bom (2 pontos percentuais a mais do que o índice de agosto), 36% o consideram ruim ou péssimo (1 ponto percentual a menos). O resultado marca o quinto mês consecutivo na alta do número de eleitores que aprovam o governo e queda entre os que reprovam. A pesquisa realizou 1.000 entrevistas de abrangência nacional entre os dias 18 e 11 de setembro. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

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Victor Scalet, analista de política da XP, avalia que o recorde de aprova√ß√£o do governo é consequência da soma de fatores políticos e econômicos. "Por um lado, percebemos que a popularidade do presidente est√° aumentando na faixa populacional que recebe até dois sal√°rios mínimos, um efeito direto do auxílio emergencial. Por outro lado, temos a vis√£o da popula√ß√£o com rela√ß√£o à própria din√Ęmica da pandemia do novo coronavírus – 60% afirmam que o pior j√° passou, contra 52% em agosto, assim, o presidente est√° ganhando espa√ßo com a flexibiliza√ß√£o e a retomada", diz. Neste mês, o governo federal anunciou a prorroga√ß√£o do auxílio emergencial até dezembro, com parcelas reduzidas de R$ 600 para R$ 300. Apesar de seu forte impacto no cotidiano da popula√ß√£o, Scalet considera que o corte na presta√ß√£o n√£o deve impactar na popularidade de Bolsonaro. "A redu√ß√£o na presta√ß√£o do benefício n√£o parece ser um grande divisor de √°guas, uma vez que 47% da popula√ß√£o aprovou a medida. O que pode impactar na aprova√ß√£o do governo é o efeito indireto que a renda tem no cotidiano das pessoas."

O analista afirma que a alta na popularidade de Bolsonaro coincide também com a mudan√ßa do comportamento político do presidente. "A aprova√ß√£o aumentou desde que ele come√ßou a conversar mais com a política, se aliou a blocos mais moderados. No entanto, é difícil isolar os efeitos que causaram essa ascens√£o. Neste momento de pandemia, tudo mudou muito r√°pido. Tivemos o efeito do auxílio emergencial pegando mais tra√ß√£o e, consequentemente, uma popula√ß√£o relacionando a ajuda social à imagem do presidente. Em meio a todo o contexto, a modera√ß√£o política pode ter contribuído."

A pesquisa XP/Ipespe questionou os entrevistados sobre a reforma administrativa em discuss√£o no Congresso. O grupo favor√°vel à flexibiliza√ß√£o de regras sobre a estabilidade para o servi√ßo público cresceu de 52%, em novembro de 2019, para 56% neste mês. "As reformas administrativa e tribut√°ria têm apelo popular. A tribut√°ria é mais complexa porque a popula√ß√£o considera muito elevada a atual carga tribut√°ria, mas n√£o h√° espa√ßo para reduzi-la em meio à dificuldade fiscal. J√° a reforma administrativa, com maior apoio popular, é fundamental para abrir espa√ßo no or√ßamento e para realocar recursos. Neste momento, temos uma forte demanda para programas sociais e ela poderia contribuir, inclusive, para a realiza√ß√£o do Renda Brasil." Com rela√ß√£o ao "Super Bolsa Família", explanado pelo governo federal, Victor Scalet afirma que sua cria√ß√£o depende da maneira como ser√° implementado. "N√£o existe espa√ßo fiscal fora do teto de gastos para que o Renda Brasil seja colocado. Da maneira como est√° hoje, n√£o poder√° ser implementado. A solu√ß√£o seria reunir recursos de alguns outros programas menos eficientes, como o abono salarial, seguro defesa e sal√°rio família para abastecer esse novo programa. Poderíamos desenvolver um projeto duas ou três vezes maior do que o Bolsa Família, mas é preciso mexer em outras despesas para acomod√°-lo, e isso é uma op√ß√£o política", conclui.

Fonte: JP

CEP

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