Vai dar certo

Coronavac contra ômicron deve estar pronta em 3 meses, afirma fabricante

Por Mais Ceará em 07/12/2021 às 23:27:30

No Brasil, a vacina é produzida em parceria com o Instituto Butantan, em S√£o Paulo. A empresa e o laboratório brasileiro fazem testes de neutraliza√ß√£o in vitro da nova cepa, testes que devem ser concluídos em até 15 dias. Após a conclus√£o dessa etapa, a empresa deve iniciar os testes em humanos para avaliar a seguran√ßa e efic√°cia.

Caso seja comprovada a a√ß√£o de neutraliza√ß√£o da nova fórmula contra a ômicron e a vacina tenha bons resultados nos testes, a Sinovac pretende produzir a vers√£o atualizada da Coronavac com uma capacidade de 1 bilh√£o a 1,5 bilh√£o de doses por ano.

As informa√ß√Ķes foram apresentadas por Yaling Hu, pesquisadora principal dos estudos científicos da Coronavac na China, em um evento na sede do Instituto Butantan, na zona oeste de S√£o Paulo.
Em maio, resultados dos testes em laboratório do imunizante contra diferentes variantes do vírus, incluindo a delta, mostraram capacidade da vacina em bloquear a entrada e replica√ß√£o do vírus nas células.

Os anticorpos produzidos pela vacina foram capazes de bloquear igualmente a a√ß√£o da forma ancestral do vírus chinesa e das variantes D614G (a primeira muta√ß√£o a surgir do vírus), B.1.1.7 (brit√Ęnica) e B.1.429 (californiana). No caso das variantes P.1 (de Manaus), B.1.351 (sul-africana) e B.1.526 (nova-iorquina), a vacina se mostrou eficaz, mas houve uma redu√ß√£o na taxa de anticorpos neutralizantes entre 4 e 5 vezes.

O estudo foi publicado na forma de correspondência -um artigo breve, porém revisado por pares- na revista The Lancet, uma das mais prestigiosas revistas científicas.

A vacina Coronavac utiliza a tecnologia de vírus inativado, ou seja, utiliza o vírus inteiro na formula√ß√£o que é morto e é incapaz de se replicar. A utiliza√ß√£o da morfologia total do vírus, e n√£o partes dele, foi considerada por alguns especialistas como uma vantagem do imunizante contra as novas variantes do Sars-CoV-2, uma vez que as muta√ß√Ķes que ocorrem em algumas partes do vírus, notadamente na proteína S do Spike (ou espícula, usada pelo vírus para entrar nas células) n√£o seriam t√£o afetadas pelos anticorpos produzidos contra outras partes do vírus, por exemplo.

Segundo a diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Butantan, Sandra Coccuzzo, os indivíduos vacinados com a Coronavac desenvolvem anticorpos contra a proteína nucleocapsídeo, do núcleo do vírus. Por essa raz√£o, é possível que a prote√ß√£o da vacina se mantenha alta mesmo frente à nova variante.

A efic√°cia e capacidade da vacina de impedir hospitaliza√ß√£o e óbito contra a nova cepa, porém, deve ser avaliada em novos estudos de efetividade, ou efic√°cia de vida real. Até o momento, informa√ß√Ķes sobre se a ômicron causa quadros de infec√ß√£o mais leves s√£o animadores, mas cientistas ainda aguardam mais informa√ß√Ķes do vírus para conclus√£o.

Fonte: Banda B

Tags:   Saúde
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