Vai dar certo

Apesar da vacinação, especialistas veem risco de nova onda com variante Delta

Por Mais Ceará em 21/07/2021 às 11:37:17
Por Roberta Jansen

Com o espalhamento da Delta no Brasil, especialistas alertam para o risco de uma nova onda, apesar do avan√ßo da vacina√ß√£o pelo País. Um dos obst√°culos para a nova variante no Brasil é vencer a Gama, que teve origem em Manaus e hoje é a cepa predominante.

“N√£o podemos relaxar; precisamos rastrear os casos e os contatos, isolar as pessoas, refor√ßar a vigil√Ęncia epidemiológica e genômica, manter as medidas de isolamento e uso de m√°scara, e ampliar a vacina√ß√£o”, enumera a presidente da Associa√ß√£o Brasileira de Saúde Coletiva, Gulnar Azevedo e Silva, professora do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio (Uerj).

“Se nada disso for feito, corremos o risco, sim, de termos uma quarta onda.”

Foto AEN

Estudos mostram que a Delta é mais transmissível do que as demais cepas, mas n√£o necessariamente mais agressiva. Cientistas ressaltam que a variante se espalhou em países onde boa parte da popula√ß√£o j√° est√° vacinada. Isso poderia explicar o baixo número de interna√ß√Ķes e mortes. J√° se sabe também que apenas a primeira dose de um imunizante pode n√£o ser suficiente para barrar a infec√ß√£o. É complexo prever como a Delta se comportaria no Brasil, que tem menos de 20% da popula√ß√£o imunizada com duas doses.

“É difícil avaliar porque n√£o temos nenhum outro país com a mesma situa√ß√£o epidemiológica do Brasil para comparar”, afirmou o virologista Fernando Spilki, da Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul. “Os países europeus tiveram medidas de controle muito mais rígidas e estavam com a vacina√ß√£o mais avan√ßada.”

Estudos mostram que a Delta é mais transmissível do que as demais cepas, mas n√£o necessariamente mais agressiva. Cientistas ressaltam que a variante se espalhou em países onde boa parte da popula√ß√£o j√° est√° vacinada. Isso poderia explicar o baixo número de interna√ß√Ķes e mortes. J√° se sabe também que apenas a primeira dose de um imunizante pode n√£o ser suficiente para barrar a infec√ß√£o. É complexo prever como a Delta se comportaria no Brasil, que tem menos de 20% da popula√ß√£o imunizada com duas doses.Maioria das mortes registradas pela variante delta no Brasil ocorreu no Paran√°; país tem 122 casos

Segundo o especialista, o ideal é tentar evitar, pelo maior tempo possível, a transmiss√£o comunit√°ria da Delta no Brasil. É muito prov√°vel, porém, que ela j√° esteja circulando no Rio e em S√£o Paulo.

“Temos que fazer a identifica√ß√£o dos casos, rastrear os contatos, mesmo os assintom√°ticos, quarentenando as pessoas”, disse Spilki. “Ainda d√° pra fazer isso. Quando estivermos com centenas ou milhares de casos, n√£o ser√° mais possível.”

Presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Fl√°vio Guimar√£es, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acha cada vez mais difícil fazer previs√Ķes sobre a pandemia. Mas avalia que ainda é possível que a predomin√Ęncia da variante Gama no País impe√ßa a dissemina√ß√£o da Delta.

“Nossas fronteiras s√£o t√£o ou mais porosas do que a dos outros países, claramente j√° fomos expostos à Delta”, pondera. “Se ela ainda n√£o é predominante é porque algo a est√° impedindo.” Guimar√£es chama aten√ß√£o também para o fato de que o Rio é o Estado que faz o maior número de sequenciamentos genéticos do vírus. S√£o 800 amostras por mês, em média. Essa peculiaridade pode criar uma percep√ß√£o alterada da presen√ßa da Delta. “Os números ainda s√£o tímidos para chegarmos a qualquer conclus√£o.

Fonte: Banda B

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