Pintando o SeteAzul

Um em cada três que tiveram Covid-19 recebeu diagnóstico de doença mental ou neurológica depois

Por Mais Ceará em 06/04/2021 às 21:17:45

 

Segundo eles, ansiedade (17%), transtornos de humor (14%), abuso de substâncias (7%) e insônia (5) foram os diagnósticos mais comuns que os sobreviventes da Covid-19 receberam.

Doenças neurológicas foram mais raras mas não incomuns entre afetados gravemente pelo coronavírus. Elas incluem hemorragia cerebral (0,6%), AVC (acidente vascular cerebral) isquêmico (2,1%) e demência (0,7%).

Essas doenças foram mais comuns em pacientes com Covid-19 do que entre os que tiveram gripe ou outras doenças do trato respiratório no mesmo período analisado, o que sugere um impacto específico do coronavírus.

Os riscos também foram maiores em pacientes que tiveram um quadro grave de Covid -mas não se limitaram a eles.

Doenças neurológicas ou psiquiátricas foram diagnosticadas, em geral, em 34% dos sobreviventes, mas em 38% dos que receberam atendimento hospitalar, em 46% daqueles que ficaram internados em UTI e em 62% dos que tiveram “delirium” (encefalopatia) durante o período da infecção.

Segundo Max Taquet, pesquisador da Universidade de Oxford e coautor do estudo, agora é preciso ver o que acontece com os pacientes depois de seis meses. O estudo, diz ele, não revela os mecanismos envolvidos no aumento dos riscos, mas aponta a necessidade urgente de identificá-los para que seja possível preveni-los ou tratá-los.

“Apesar de o risco dessas doenças ser pequeno do ponto de vista individual, os efeitos na população como um todo são consideráveis para os sistemas de saúde e de assistência social, por causa da escala da pandemia e levando em conta que muitas dessas enfermidades são crônicas”, disse em um comunicado Paul Harrison, autor principal do estudo e professor da Universidade de Oxford.

O estudo tem limitações, de acordo com os autores, como o fato de que muitas pessoas com Covid-19 têm sintomas leves ou são assintomáticas e não procuram um serviço de saúde; a população estudada, portanto, tem mais chance de ter sido afetada mais gravemente pela Covid do que a população geral.

Fonte: Banda B

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