Pintando o SeteAzul

Ingredientes de vacinas como a Coronavac, que pode ser comprada por Curitiba, v√£o de a√ß√ļcar à √°gua

Por Mais Ceará em 27/12/2020 às 11:51:26

Nesse processo, o vírus produzido em laboratório é tratado quimicamente com uma solu√ß√£o de formaldeído (formol), que o mata sem destruir a estrutura. Isso permite que, uma vez no organismo, ele possa ser reconhecido pelo sistema imunológico, o que desencadeia a forma√ß√£o da memória imunológica. Com isso, o organismo pode responder com maior eficiência a uma infec√ß√£o real.

Enquanto os vírus para a vacina contra a gripe s√£o produzidos a partir da infec√ß√£o de ovos de galinha, os da Coronavac se multiplicam em células do tipo Vero. Essas células foram coletadas na década de 1960 do rim de um macaco africano do gênero Chlorocebus e s√£o cultivadas em laboratório desde ent√£o.

Além do vírus inativado, a seringa da vacina também contém √°gua, alguns sais, estabilizantes e o adjuvante hidróxido de alumínio, que tem o papel de amplificar a resposta imunológica do organismo.

J√° a proposta das farmacêuticas Pfizer, em parceria com BioNTech, e Moderna vai em outra dire√ß√£o. Aqui a grande estrela é o material genético do vírus, feito de RNA.

Uma das explica√ß√Ķes para a rapidez de produ√ß√£o e de testes dessas vacinas é que elas s√£o feitas com síntese química, sem depender de organismos vivos, como no caso das vacinas inativadas.

A tecnologia, que até ent√£o n√£o tinha sido empregada em vacinas destinadas a humanos, consiste em usar um segmento do material genético do vírus, no caso o respons√°vel pela síntese de uma proteína, a S, da espícula, estrutura respons√°vel pela liga√ß√£o do vírus a células do trato respiratório e posterior invas√£o.

Felizmente nesse caso também n√£o é possível que o vacinado desenvolva a doen√ßa, j√° que n√£o h√° informa√ß√£o para fabricar um vírus inteiro.

Esse RNA é envolvido em uma pequena bolha de lipídios, nanopartículas especialmente desenvolvidas e reunidas para terem duas características: conservar a integridade do RNA e permitir, após a inje√ß√£o, o "delivery" do RNA diretamente para o interior das células da pessoa.

A inje√ß√£o das vacinas de RNA contém outras moléculas importantes, como o polietilenoglicol, que permite vida mais longa para o RNA nanoencapsulado dentro do organismo humano, preservando o potencial da vacina. A sacarose, também presente, ajuda na estabilidade e integridade em diferentes temperaturas.

É preciso que o conteúdo do frasco da vacina da Pfizer seja diluído com solu√ß√£o salina 0,9%, também utilizada para infus√£o de medicamentos, limpeza de feridas, irriga√ß√£o nasal e lavagem de lentes de contato, por exemplo.

Na encrespada negocia√ß√£o entre Pfizer e governo federal, um dos pontos divulgados era o de que a farmacêutica n√£o fornecia o diluente e que n√£o poderia se responsabilizar por rea√ß√Ķes adversas.

Entre vacinados pelo imunizante da Pfizer, houve casos de rea√ß√£o anafil√°tica (que pode incluir dificuldade para respirar, incha√ßo e outros sintomas), mas é improv√°vel que a culpada seja a solu√ß√£o salina.

No citoplasma, o interior da célula, o RNA é lido e, com base em suas instru√ß√Ķes, s√£o fabricadas as proteínas virais que alertam o sistema imunológico e o preparam para lidar com eventual infec√ß√£o.

N√£o h√° risco de altera√ß√£o do genoma humano por dois motivos: o primeiro é que o RNA nem chega ao núcleo da célula, onde os cromossomos, que contêm nossa informa√ß√£o genética, ficam armazenados; o segundo é que nossa informa√ß√£o genética é codificada como DNA, e n√£o RNA.

As vacinas do consórcio Oxford-AstraZeneca e do Instituto Gamaleya, na Rússia, sim, usam DNA. Mas trata-se de uma vers√£o encapsulada do material genético do Sars-CoV-2 dentro de um outro tipo de vírus, o adenovírus.

Nesses casos, o objetivo também é produzir a famigerada proteína S e ativar o sistema imunológico. O vírus em quest√£o é chamado de "recombinante", j√° que combina informa√ß√Ķes genéticas de diferentes origens –a própria do adenovírus e aquela introduzida pelos cientistas.

A grande vantagem em rela√ß√£o às vacinas de RNA é o pre√ßo e o armazenamento em geladeiras convencionais, em vez de freezers a -20¬įC (vacina da Moderna) ou -70¬įC (Pfizer).

Entre os componentes desse tipo de vacina est√£o estabilizantes, com o polisorbato 80 (também usado em sorvetes), além de moléculas muito usadas em medicamentos e outras vacinas, que ajudam a preservar as partículas virais intactas, seja mantendo o pH da solu√ß√£o ou a concentra√ß√£o de íons na solu√ß√£o.

Publicado primeiro em Banda B ¬Ľ Ingredientes de vacinas como a Coronavac, que pode ser comprada por Curitiba, v√£o de a√ßúcar à √°gua

Fonte: Banda B

Comunicar erro
CEP

Coment√°rios