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Vacinas contra Covid-19 são eleitas as descobertas científicas do ano pela revista Science

Por Mais Ceará em 17/12/2020 às 19:51:26

Hospitais de campanha foram instalados, medicamentos e terapias para ajudar os pacientes internados foram investigados e recomenda√ß√Ķes sanit√°rias, como o uso de m√°scaras e o distanciamento social, entraram no cotidiano de toda a popula√ß√£o.

Ao mesmo tempo, laboratórios e institutos de pesquisa come√ßaram a trabalhar em cima de uma vacina eficaz e segura que fosse capaz de impedir a infec√ß√£o pelo vírus e dizimar a pandemia.

É verdade que ainda n√£o sabemos quais vacinas ter√£o potencial de impedir a cadeia de transmiss√£o do vírus, uma vez que todas as vacinas em fase final de ensaios clínicos ou j√° aprovadas para uso emergencial tiveram bons resultados em impedir casos sérios da doen√ßa e o desenvolvimento de sintomas, mas sua a√ß√£o em pessoas assintom√°ticas ainda é incerta.

De todo modo, diversos países no mundo hoje est√£o concentrados na possibilidade real de ter doses de algum imunizante –os mais próximos, além da vacina da Pfizer, j√° aprovada, s√£o os da Moderna, Oxford/AstraZeneca, Janssen, Sputnik V e Coronavac– para pelo menos o primeiro trimestre de 2021.

O estudo e desenvolvimento das vacinas pôde ser acelerado gra√ßas ao aporte de recursos e aos anos de estudo anteriores, com plataformas tecnológicas sendo criadas e laboratórios e megaf√°bricas de produ√ß√£o de vacinas construídos.

Com o surgimento de um novo agente causador, a fórmula pré-pronta de algumas vacinas, como o caso da Oxford/AstraZeneca, que vinham sendo estudadas para conter as epidemias de Sars e Mers, respectivamente, só teve de ter o material genético do vírus substituído pelo novo coronavírus.

Foto: Erasmo Salomao/Ministério da Saúde

Essa tecnologia e conhecimento de engenharia genética só foi possível gra√ßas ao investimento pesado em biotecnologia nas últimas duas décadas.

Em um editorial comentando o artigo da Science, Holden Thorp, editor-chefe das revistas do grupo, disse que essa descoberta é um "triunfo para toda a ciência". "N√£o s√£o só imunologistas, vacinologistas, epidemiologistas e médicos que devem comemorar. A dedica√ß√£o para encontrar a verdade, melhorar a condi√ß√£o humana e documentar tudo isso para a posteridade é comum a todas as √°reas da ciência, e esses princípios propiciaram esse momento. Ent√£o, embora astrofísicos podem n√£o ter contribuído com o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 diretamente, eles s√£o parte do ecossistema que permitiu isso acontecer."

Embora a descoberta científica do ano sejam as vacinas contra a Covid-19, os desafios e obst√°culos para conseguir frear e acabar de vez com a pandemia ainda ir√£o perdurar. Com a disputa política em cima das vacinas e alguns governantes se colocando contra a evidência científica, cresce a parcela da popula√ß√£o que diz n√£o ter inten√ß√£o de se vacinar.

Segundo o artigo, a hesita√ß√£o do público em se vacinar somada a dificuldades logísticas como falta de seringas e até mesmo de armazenamento delas pode assolar ainda mais os planos ambiciosos de chegar "ao outro lado da montanha". Efeitos adversos sérios, que devem ainda ser monitorados por v√°rios meses a fio, podem também surgir no meio do caminho.

Mesmo assim, a notícia da chegada da vacina é promissora e uma boa forma de terminar o ano.

"O normal n√£o vai retornar por um bom tempo. Mas nos próximos meses, enquanto as vacinas v√£o sendo aprovadas e surgindo no horizonte, nós podemos finalmente conseguir responder à pergunta, "quando é que tudo isso vai acabar?'", finaliza o editorial.

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Fonte: Banda B

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