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PGR diz que é direito de Bolsonaro desistir de depor em inquérito sobre suposta interferência na PF

Por Mais Ceará em 03/12/2020 às 20:17:41

Assinado por Augusto Aras, um parecer emitido pela Procuradoria-Geral da República nesta quinta-feira, 3, e entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirma que é direito do presidente Jair Bolsonaro n√£o querer depor no inquérito que investiga supostas interferências na Polícia Federal. "Inexiste raz√£o para se opor à op√ß√£o do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, de n√£o ser interrogado nos presentes autos, seja por escrito, seja presencialmente. Na qualidade de investigado, ele est√° exercendo, legitimamente, o direito de permanecer calado", afirma documento.

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O posicionamento de Aras foi requerido pelo ministro Alexandre de Moraes na sexta-feira, 27, quando o presidente abriu m√£o de prestar depoimento presencial. Na ocasi√£o, Moraes também prorrogou as investiga√ß√Ķes por 60 dias. Autorizado ainda no mês de abril após a demiss√£o do ex-ministro Sérgio Moro, o inquérito j√° tinha sido prorrogado no mês de junho, no mês de julho e no mês de outubro. A investiga√ß√£o foi aberta após o ex-ministro da Justi√ßa, Sérgio Moro, denunciar que Bolsonaro queria indicar para o cargo de diretor da PF no Rio alguém de confian√ßa que pudesse adiantar informa√ß√Ķes. Na ocasi√£o, a indica√ß√£o do delegado Alexandre Ramagem chegou a ser suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: JP

CEP

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