Pintando o SeteAzul

Aumento significativo de agress√Ķes e amea√ßas contra candidatos preocupa

Por Mais Ceará em 14/11/2020 às 10:00:33

A violência política est√° cada vez maior no Brasil. Segundo uma pesquisa feita pelas organiza√ß√Ķes n√£o-governamentais Terra de Direitos e a Justi√ßa Global, os crimes contra candidatos e pré-candidatos triplicaram nos últimos quatro anos. Ente eles, est√£o amea√ßas, agress√Ķes, ofensas e até assassinatos. A candidata a vereadora de S√£o Paulo nas elei√ß√Ķes 2020, Waf√° Kadri, conta que precisou abrir dois boletins de ocorrência contra a violência que vem sofrendo na internet. Para ela, o fato de ser jovem, além de mulher e primeira candidata a vereadora representando a comunidade √°rabe em S√£o Paulo, colaboram para as agress√Ķes."A gente j√° sofre todas as coisas, eu tenho 1,5 metro, tenho 23 anos, sou jovem, ent√£o as pessoas j√° tem aquele preconceito todo. Eu sou √°rabe porque eu sou alvo f√°cil e come√ßaram a mandar vídeo em que sou terrorista. A partir disso passei a receber diversos ataques de gente falando que se me encontrasse eu ia ver, que era um absurdo, que era para eu ficar esperta onde eu andava. Eu n√£o saio na rua sozinha, sempre saio acompanhada de uma ou duas pessoas."

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Os casos n√£o param por aí: na madrugada de sexta-feira, 13, a casa do vereador e candidato a prefeito de Mairinque, Rafael da Hípica, foi alvo de tiros. Na quarta-feira, um carro que transportava a candidata à prefeitura da cidade de S√£o Vicente, Solange Freitas, também foi alvo de um tiroteio. Dias antes, o candidato a vereador de Guarulhos, Ricardo Moura, foi baleado durante uma transmiss√£o ao vivo pela internet. O cientista político Hilton Cesario Fernandes explica que a internet ajuda a criar um ambiente de maior hostilidade, mas ressalta que a violência política pode vir de mais fatores. "Existe uma polariza√ß√£o porque existe uma animosidade também entre a popula√ß√£o por causa da polariza√ß√£o política e, em alguns casos, existe também a chance de ser um crime organizado como vimos no Rio de Janeiro, que acaba executando alguns candidatos ou militantes porque mexe com os interesses deles. O que acontece na política é um reflexo do que acontece na sociedade. Essa violência, essa organiza√ß√£o do crime, a polariza√ß√£o, tudo isso est√° acontecendo na sociedade independentemente da política", explica.Entre janeiro e outubro deste ano, o monitoramento do Centro de Estudos de Seguran√ßa e Cidadania contabilizou 82 assassinatos de militantes e candidatos. O mês com maior registro de violência política foi setembro, o início da campanha eleitoral, com 13 homicídios.

*Com informa√ß√Ķes da repórter Beatriz Manfredini

Fonte: JP

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