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Vacina de estatal chinesa contra Covid-19 tem bons resultados iniciais em humanos, diz estudo

Por Mais Ceará em 15/10/2020 às 20:34:20

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não há pedido de registro ou de pesquisa com a vacina da Sinopharm no Brasil até o momento.

Mais de 600 pessoas saudáveis com idades acima de 18 anos participaram das duas fases iniciais, projetadas para verificar a segurança da vacina e as doses necessárias para gerar resposta imunológica. O estudo foi randomizado e contou com um grupo de controle, que recebeu uma dose de placebo (substância sem efeito) no lugar da vacina.

Os pesquisadores concluíram que o melhor resultado foi alcançado com a aplicação de duas doses com um intervalo de 21 ou 28 dias entre elas. Após 42 dias da primeira vacinação, todos os participantes tiveram resposta imunológica contra o vírus detectada. Em média, os participantes levaram 28 dias para desenvolver anticorpos neutralizantes do novo coronavírus.

A vacina também se mostrou segura, afirmam os cientistas. As reações mais comuns foram dor no local da aplicação e febre. Todos os efeitos tiveram intensidade leve ou moderada.

A vacina da Sinopharm é baseada no vírus inativado, incapaz de iniciar a infecção, mas suficiente para gerar resposta imunológica. Outra vacina chinesa, a CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac e testada no estado de São Paulo pelo Instituto Butantan, usa o mesmo método para gerar reação imune no corpo humano.

Vacinas de vírus inativados estão entre as mais fáceis de manusear e transportar por terem temperaturas de conservação mais próximas da temperatura ambiente. A CoronaVac, por exemplo, pode ser guardada em geladeira (2ºC a 8ºC) e suporta até 27 dias a 37ºC, de acordo com o Instituto Butantan. Essa característica as torna as mais adequadas para um país como o Brasil, de clima mais quente e distâncias longas.

O desenvolvimento do imunizante da Sinopharm e os primeiros testes em macacos foram descritos em um artigo publicado em agosto no periódico científico Cell. Os resultados mostram que o imunizante foi seguro e eficiente para evitar a infecção pelo Sars-Cov-2 em macacos.

Até está quinta (15), mais de 40 das vacinas em desenvolvimento passam por uma das fases de testes clínicos, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). Outras 156 substâncias estão nas fases pré-clínicas. Segundo especialistas, serão necessários vários tipos de imunizantes diferentes para conter a atual pandemia. As vacinas usam métodos diversos para gerar proteção e devem ter eficácia variada quando usadas em grupos de pessoas diferentes.

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Fonte: Banda B

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