Vai dar certo

Novo remĂ©dio de controle do lĂșpus estĂĄ em estudo em Curitiba e pacientes podem participar; saiba como

Por Mais Ceará em 13/05/2022 às 13:27:16

Os medicamentos atuais para o controle da doença, que não tem cura, são potentes, mas apresentam efeitos colaterais importantes ou não controlam completamente a doença, explica o médico reumatologista Sebastião Cezar Radominski, professor de reumatologia do curso de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e diretor do Centro de Estudos em Terapias Inovadoras (CETI), que conduz o estudo.

“Alguns são quimioterápicos e outros derivados da cortisona, por exemplo, com vários efeitos bem conhecidos”,

explica o diretor do CETI, um dos mais importantes centros de pesquisa da área, com 24 anos de atuação.

Pelo seu caráter sistêmico, o lúpus tem potencial para comprometer órgãos vitais, como os rins, pulmão e coração, além da pele, articulações e sistema nervoso central. Porém, há dez anos a medicina não dispõe de novos fármacos para o tratamento da doença. 

“Trata-se de uma nova medicação via oral, com mecanismo de ação inovador e com o objetivo de impedir a progressão do lúpus para as suas formas mais graves”, explica o médico. A medicação, de caráter alvo-específico, pode reduzir a dependência dos corticoides, geralmente prescritos em altas doses (com uma série de efeitos colaterais) para o controle do lúpus.

Os resultados do estudo tendem a ser promissores justamente pela falta de opções mais modernas em medicamentos para o lúpus. “É uma necessidade que precisa ser atendida. O medicamento do estudo pode representar uma nova opção de tratamento para pacientes não atendidos e/ou refratários aos tratamentos tradicionais disponíveis atualmente, para impedir a progressão da doença”, comenta.

Aprovação do remédio em até 3 anos

Devido aos excelentes resultados nos estudos anteriores, o Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, autorizou esse novo estudo de fase II, multicêntrico e mundial, que poderá levar à aprovação do remédio em um período de 2 a 3 anos. Os objetivos principais do estudo, no momento, são avaliar a segurança e a eficácia do medicamento sob investigação em lúpus e determinar uma dose ideal.

No Brasil, o estudo será submetido à Agência Nacional de VigilĂąncia Sanitária, a Anvisa, e tem aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

Quem pode participar do estudo

Os candidatos ao ensaio devem ter mais de 18 anos e obedecer a alguns critérios de inclusão. Não pode haver comprometimento renal importante e a doença precisa estar ATIVA apesar do tratamento atual, apresentando manifestações como juntas inchadas (artrite) e lesões de pele avermelhadas, ativas e extensas. Esses dados serão avaliados na primeira consulta com o médico especialista (reumatologista).

Pacientes que obedeçam aos critérios descritos e desejem fazer parte das pesquisas devem entrar em contato com o CETI pelos telefones (41) 3022-3482 e (41) 99717-0003 (com Jéssica), diariamente, das 7h30 às 15h.

Fonte: Banda B

Tags:   Saúde
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