Pintando o SeteAzul

Supremo é o Povo

Todo poder emana do Povo

Por Mais Ceará em 25/07/2020 às 00:56:32

A democracia brasileira, ainda muito moça, em lento processo de formação, caminha na direção de respeito ao interesse coletivo. Formatada por um Estado Democrático escorado em pilastras que fundam a República e sustentam a opinião coletiva, ainda encontra na trajetória, diversos percalços que teimam em impor a opinião das minorias a força, estuprando de forma vil a escolha das maiorias. Em seu início, a Carta Magna preceitua que "todo poder emana do povo", dizendo a todos que a opinião coletiva deve imperar sempre que os destinos da Nação seja colocado em pauta.

A tripartição desenhada pelo Barão de Montesquieu na França, cruzou o Atlântico, e se fixou no ocidente como único caminho para dar respeitabilidade e funcionalidade a engrenagem democrática, e consolidar o que os Gregos experimentaram primeiramente. A divisão dos Poderes constituídos, Executivo, Legislativo e Judiciário, colocando cada qual no seu canto, promove uma perfeita engrenagem didática que impulsiona a democracia para a maturidade. Todavia, os poderes constituídos esquecem muitas vezes o espírito coletivo, e colocam grande carga de interesse particular, o que acaba desvirtuando o propósito fim.

É preciso lembrar que os ombros togados devem também estão prostrados diante das Leis, sobretudo da Constituição Federal, que deve ser manual que baliza o bom funcionamento da engrenagem. Os excessos, sempre existirão, em ambos os Poderes, mas deverão se curvar diante da vontade coletiva, das Leis e da trilha que pretende equilibrar o Brasil no caminho Democrático. A Constituição não pode ser interpretada de forma a atender interesses alheios ao coletivo, é inadmissível a politização do ordenamento ao interesse das minorias que vislumbram mais a perpetuação no poder do que a vocação coletiva.

O excesso de judicialização de atos do Executivo, estrumam uma semeadura que avista a ruptura de uma democracia ainda em processo de amadurecimento. Os mesmos que lutaram contra a ditadura do porrete, foram de repente, complacentes com a ditadura da propinocracia, que seguramente vitimou bem mais, e mais severamente pela omissão e falta em prol do interesse privado. O Brasil precisa desmistificar muitos dogmas, desburocratizar a máquina pesada dos governos, abandonar e repudiar as hipocrisias e caminhar sempre para entender que Supremo mesmo, é o povo Brasileiro, que carrega nas costas, pesados fardos do desenvolvimento da nação, nadando contra a maré, e sendo o principal penalizado em um sistema contributivo oneroso que quase nada entrega na contrapartida. O conhecimento liberta, e está aos poucos alforriando cada vez mais pessoas em prol de um maior poder reivindicatório e uma capacidade cobrativa pronta para de verdade implementar no Brasil uma democracia plena.

CEP